Seis mandados são cumpridos contra suspeitos de desviar R$ 10 milhões de empresa de Curitiba
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu, na manhã desta terça-feira (22), seis mandados de prisão preventiva contra um grupo investigado por desviar mais de R$ 10 milhões de uma empresa de Curitiba. O caso também envolve o sequestro do proprietário da companhia, crime que já havia sido apurado anteriormente pela corporação.
Após a conclusão das investigações relacionadas ao sequestro, a PCPR avançou nas apurações referentes a uma tentativa de homicídio ocorrida antes mesmo do sequestro — o alvo foi o diretor administrativo da empresa, contratado justamente para realizar uma auditoria rigorosa no estoque e nas finanças da companhia.
Segundo o delegado Ivo Viana, responsável pelo caso, a organização criminosa operava por dentro da própria empresa, promovendo os desvios de valores ao longo do tempo. Diante do risco de a fraude ser descoberta pela auditoria, o grupo teria planejado e financiado a morte do diretor. A emboscada aconteceu em junho de 2024, no bairro Jardim Botânico, em Curitiba, quando a vítima chegava para trabalhar — o crime só não se consumou porque a arma usada pelo atirador falhou.
Com o fracasso da tentativa e o avanço das auditorias, o grupo teria escalado a violência, partindo para o sequestro do próprio dono da empresa.
A investigação identificou a participação de seis pessoas ao todo. Quatro delas, com idades entre 25 e 49 anos, já estavam presas e tiveram os mandados cumpridos dentro do próprio sistema penitenciário. Uma quinta investigada, de 30 anos, foi capturada na semana passada em São José dos Pinhais — ela já havia sido presa em abril por envolvimento no sequestro, mas respondia ao processo em liberdade. O sexto suspeito, de 28 anos, foi localizado em Viamão (RS) e preso na tarde de segunda-feira (21), em ação conjunta entre a PCPR e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
Os seis investigados agora devem responder por tentativa de homicídio qualificado, somando-se às demais acusações já apuradas ao longo do caso.
Redação Conexão RMC | Fonte: Bem Paraná
